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Desabafos: Amizade extinta

Apesar deste blog ser mais virado para os livros, como mal o uso e é mais pessoal, ontem à noite decidi aproveitar-me dele e dos seus poucos seguidores para desabafar um pouco.
Este desabafo já foi ouvido pelos mais próximos, mas o peso ainda cá continua e eu tenho mesmo que purgar este sentimento para voltar a ser a antiga Inês.

Ora, começando do inicio: antes de Novembro de 2015 aqui esta pessoa considerava-se (e acho que era considerada) uma pessoa fácil de conhecer, que mal conhecia alguém tinha aquela vontade de se fazer gostar, mesmo que não fosse à primeira tentativa. Aliás, tenho relações (não vou chamar-lhe amizades, desculpem) que passei muitos maus bocados, engoli muitos sapos, mas enquanto a pessoa não gostou de mim não descansei. Não me arrependo de ter rastejado um bocadinho, mas se fosse hoje...
É este antes e o durante e as suas diferenças, que me consomem, porque tudo passou do 80 para o 8 e eu não sei se preferia ser como antes ou como sou agora. A Inês de agora irrita-se com toda a gente e cada vez gosta menos das pessoas. Depois de ver um podre (alguém a falar mal de alguém, a mentir ou a apontar o dedo e dizer nomes), a minha consideração baixa exponencialmente. Não vou dizer que sou santa e nunca o fiz, mas desde que mo fizeram a mim da maneira mais cobarde e mentirosa que eu tento ao máximo não o fazer a outras pessoas. E por isso quando vejo pessoas no corredor, hora sim, hora sim, a dizer o mesmo mal da mesma colega, alimentando assim uma conversa que não é conversa e sim, só cortar na casaca, o meu interior começa a borbulhar de indignação.
Há tanto assunto para falar, porque é que têm que estar a remoer naquele assunto?! Falem uma vez e pronto, siga!
Mas não, o pessoal adoraaaaaaa falar mal. Tópico preferido. Mas neste exemplo não havia grande coisa para falar, mas elas remoeram e remoeram e cada vez que eu passava no corredor lá estavam elas a falar no mesmo! Enfim. Mas pronto, essas são as piorzinhas do local a que me refiro, o que não deixa de irritar!
É por estas que eu menos paciência tenho. E ultimamente sei que me tornei muito mais directa e engulo menos sapos, tornando-me mais agressiva aos olhos dos outros. Isto não é agressividade! Isto é o que me vai na alma, é a ausência de hipocrisia e de mentira. Antes mentia ou só dizia as verdades lindas e maravilhosas para toda a gente ficar contente, mas agora não o faço. Porque não quero. Porque não me apetece. Ponto!
Talvez se fossemos todos assim as coisas ficassem logo preto no branco. Quem não gostasse, adeus. O mundo é grande e, principalmente no local de trabalho, estamos lá para fazer trabalhar e não para fazer amigos. O problema é que antes e ainda hoje acredito na amizade com colegas de trabalho. Mas pelos vistos sou a única.

Quando pensei em escrever este post, as palavras fluiram-me muito mais, mas agora o meu inconsciente está muito mais calmo. Continuo a manter a minha opinião, mas a revolta está em muito menor quantidade.

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